Construção da Nova Sede do TRT 17ª Região

 
 Projeto de Arquitetura

A proposta adotada buscou a racionalidade na definição do partido arquitetônico mais adequado ao funcionamento do TRT e que, ao mesmo tempo, permitisse minimizar custos gerais relativamente à estrutura, visando à otimização dos espaços que caracteristicamente têm uma grande circulação de juízes, advogados, servidores e jurisdicionados.

 

A distribuição física dos diversos setores teve como orientação a concentração de serviços correlacionados, como também a ligação de cada um deles em relação àqueles que acorrem às dependência desta Especializada, facilitando sobremaneira o acesso de todos. Assim, o serviços que têm maior acesso do público externo, a demandar maior área de circulação e atendimento, foram localizados do 1º pavimento (térreo) ou próximo a ele.

 

O TRT distribui-se em 3 (três) unidades – Judiciária de 1ª e de 2ª Instâncias e Administrativa –, além das áreas de apoio, sendo que a unidade Administrativa está diretamente ligada ao Judiciário de 2ª Instância. A definição do posicionamento de tais unidades foi feita de acordo com as funções de cada uma delas.

 

O Projeto valeu-se de um bloco horizontal, na base, naquelas áreas em que deverá haver mais intensa execução de serviços e de maior acesso do público, com o intuito de diminuir a circulação vertical, o que permitirá acessibilidade imediata e evitará gastos em equipamentos para circulação, bem como otimização da utilização das áreas comuns, permitindo, conseqüentemente, melhoria no controle de acesso e segurança predial.

 

 Slide Show
A necessidade de facilitar o acesso do público às dependências deste Tribunal foi condicionada às exigências urbanísticas, cujos índices, para o terreno da construção, estabelece uma taxa de ocupação de 100% do terreno nos dois primeiros pavimentos, após respeitar os afastamentos exigidos, sendo utilizada a taxa de ocupação máxima de 30% para os demais pavimentos. Pôde-se, então, compatibilizar as exigências legais com as pretensões desta Casa.

 

As proposições foram norteadas por aspectos que observaram o custo na construção do edifício e, igualmente relevante, a adoção de conceitos ligados à sua durabilidade, operação e manutenção futura. Destacamos:

 

  • O projeto buscou apresentar características que permitem longevidade ao edifício;
  • Utilização de materiais de qualidade em grande parte no padrão médio, e de fácil comercialização no estado;
  • Planta livre e flexibilidade espacial, permitindo constante atualização dos edifícios e reorganizações dinâmicas de espaços;
  • Setorização dos ambientes conforme função, necessidade de acesso pelo público e controle de privacidade;
  • Concentração das instalações técnicas: hidrosanitárias, elevadores, controle de acessos, áreas técnicas reservadas para a distribuição de prumadas através de shafts, recursos que prevêem facilidade na manutenção futura;
  • Captação e reaproveitamento de águas pluviais, previsão de futuro sistema de tratamento para reutilização de água servida/não potável; e,
  • Posicionamento do edifício de forma a minimizar os efeitos da insolação, visando à redução do uso de ar-condicionado.

Além da beleza arquitetônica, modernidade, conforto, funcionalidade e tecnologia agregados ao novo empreendimento, a preocupação sócio-ambiental esteve presente no projeto, representada pelo manejo seletivo do lixo, reutilização da água para irrigação e lavagem – onde o projeto apresenta previsão para implantação futura de sistema destinado ao tratamento e utilização de parte das águas servidas, além das águas pluviais para uso não potável – e cuidados técnicos voltados para minimizar  a incidência de insolação, com redução da carga térmica destinada ao sistema de ar-condicionado, dentre outros. 

 

Serviço de Desenvolvimento de Projetos

 

Enfatizando o zelo com o empreendimento, o TRT 17ª Região estruturou, a partir de janeiro de 2008, o Serviço de Desenvolvimento de Projetos e Acompanhamento de Obras – SEDEP, com foco prioritário nas obras e serviços destinados à construção do novo prédio do Edifício-Sede.

O novo Serviço técnico-especializado do Tribunal é constituído por equipe multidisciplinar, formada por arquitetos, engenheiros civis, engenheiro eletricista e engenheiro mecânico, consoante o que estabelece a Lei 5.196/66 e a Resolução 218/73 do CONFEA, contemplando, desta forma, todas as áreas técnicas necessárias para o atendimento dos dispositivos legais pertinentes, bem como das necessidades técnicas gerenciais do empreendimento e sua futura operação e manutenção, necessárias à preservação da qualidade da futura edificação. 

Não obstante, não se exclui a possibilidade de que, em função das particularidades e complexidade do empreendimento e eventuais demandas quantitativa e/ou qualitativa, venha se juntar à fiscalização do TRT uma equipe consultiva externa especializada.

 

Para maior eficiência do controle de qualidade e produção, a Comissão responsável pela Fiscalização e acompanhamento das obras ficará instalada no canteiro de obras, em espaço físico planejado para atendimento das atividades de gerenciamento das obras e serviços de engenharia e arquitetura.